
Quando pensamos em saúde mental, é comum imaginar que a psiquiatria está restrita ao cuidado de adultos. No entanto, os transtornos psiquiátricos começam frequentemente na infância e adolescência — fases fundamentais para o desenvolvimento emocional, social e acadêmico.A atuação do psiquiatra nessa faixa etária é essencial para identificar precocemente sinais de sofrimento mental, orientar a família e promover um desenvolvimento saudável.
Quem sou eu?

Sou o Dr. William Alves, médico psiquiatra com formação pelo Hospital das Clínicas da UFMG, onde recebi uma base sólida e humanista em saúde mental.
Tenho experiência no cuidado de crianças e adolescentes com diferentes transtornos do neurodesenvolvimento, como o Autismo (TEA), TDAH, TOD, além de quadros como ansiedade, depressão e outros desafios emocionais e comportamentais.
Pós-Graduação em Psiquiatria da Infância e Adolescência pelo Instituto Comportalmente (em curso), e também em Urgências e Emergências Pediátricas pelo Hospital Israelita Albert Einstein — formações que complementam ainda mais meu olhar clínico com segurança e profundidade no cuidado integral da infância.
Atualmente, sou mestrando em Neurociências Clínicas pela UFMG, com uma linha de pesquisa voltada ao entendimento do funcionamento cerebral em situações de sofrimento psíquico — conhecimento que aplico diariamente na prática clínica.
Além disso, atuo como preceptor do curso de Medicina na Universidade do Estados de Minas Gerais (UEMG), contribuindo com a formação de novos médicos e reforçando a importância de uma atuação ética, empática e baseada em evidências.
Minha abordagem como psiquiatra de crianças e adolescentes é centrada na escuta ativa, no acolhimento e na construção de um plano terapêutico individualizado, respeitando o ritmo e a história de cada paciente.
Se você busca um cuidado responsável e sensível para o seu filho ou filha, estou aqui para ajudar.




Psiquiatra em Belo Horizonte — atendimento humano, acessível e sem fronteiras

Apesar de estar fisicamente em Belo Horizonte, atendo pacientes de todo o Brasil e também do exterior, graças à telemedicina.
A distância não é mais um obstáculo para cuidar da sua saúde mental.
Com o atendimento online, você pode conversar comigo de forma segura, confortável e confidencial, diretamente da sua casa — onde quer que esteja.
Mantenho a mesma excelência do atendimento presencial, com escuta atenta, plano terapêutico individualizado e acompanhamento próximo.
Sempre buscando os melhores resultados para meus pacientes, seja presencialmente ou a quilômetros de distância.
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E tudo isso começa com um passo: procurar um psiquiatra que realmente te escute.
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1-Por que procurar um psiquiatra infantil?
Nem todo comportamento desafiador ou alteração emocional indica um transtorno. Porém, quando os sintomas persistem, se intensificam ou geram prejuízos no convívio familiar, escolar ou social, é hora de buscar ajuda especializada.
O psiquiatra infantil avalia de forma cuidadosa o contexto da criança ou adolescente, seu histórico de desenvolvimento, a dinâmica familiar e o impacto dos sintomas na rotina.

2-Como é feita a avaliação?
A consulta costuma ser mais longa que o habitual, dividida em etapas:
- Entrevista com os pais ou responsáveis
- Entrevista com a criança ou adolescente
- Aplicação de escalas ou questionários
- Avaliação de documentos escolares e relatórios de outros profissionais (psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais)
O diagnóstico é feito com base em critérios bem estabelecidos e nunca deve ser precipitado.

3-O tratamento envolve sempre medicação?
Não. Muitas vezes, intervenções psicossociais e orientação aos pais são suficientes. Quando o uso de medicação é indicado, ele é feito de forma cuidadosa, com acompanhamento regular e explicações claras sobre riscos e benefícios.
O psiquiatra trabalha em equipe com psicólogos, pedagogos, neurologistas e outros profissionais quando necessário, garantindo uma abordagem integrada.

4-A importância da equipe multidisciplinar
O cuidado em saúde mental de crianças e adolescentes exige a articulação entre diferentes profissionais. Psicólogos, pedagogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e neurologistas podem colaborar para uma compreensão mais ampla do caso e para a construção de um plano terapêutico eficaz.
O psiquiatra infantil atua como coordenador desse cuidado, integrando as informações e garantindo um tratamento individualizado e coerente.

5-A participação da família e da escola
A presença ativa da família e da escola é essencial no processo de diagnóstico e tratamento. São esses os ambientes em que a criança mais convive e onde os sintomas se manifestam com mais clareza.
Pais e educadores bem orientados conseguem identificar sinais precoces, implementar estratégias de manejo adequadas e oferecer o suporte emocional necessário.
A parceria entre psiquiatra, família e escola fortalece os vínculos, reduz preconceitos e melhora significativamente os resultados terapêuticos.

6-Meu filho tem que usar medicação: e agora?

Receber a indicação de uso de medicação psiquiátrica na infância ou adolescência pode gerar dúvidas, medos e até culpa.
Mas é importante lembrar: o objetivo da medicação nunca é “apagar” a criança, e sim aliviar sintomas que prejudicam seu desenvolvimento, aprendizado e bem-estar.
Quando bem indicada por um psiquiatra da infância e adolescência, a medicação:
- Não substitui o acolhimento, o diálogo e os acompanhamentos terapêuticos;
- É parte de um plano de tratamento individualizado, com base científica e acompanhamento constante;
- Deve ser monitorada de perto, com ajustes conforme a resposta clínica e os efeitos percebidos.
A decisão de iniciar um medicamento é sempre compartilhada com os responsáveis, respeitando o contexto familiar, a gravidade do caso e as alternativas disponíveis.
Em muitos casos, os benefícios são evidentes, como melhora do sono, redução da ansiedade, maior capacidade de se concentrar e se relacionar.
7-Quais são os principais transtornos psiquiátricos na infância e adolescência?
É comum que pais se sintam perdidos ao perceberem mudanças no comportamento ou desenvolvimento emocional dos filhos. Uma atuação precoce pode evitar prejuízos escolares, sociais e familiares. Por isso, conhecer os principais transtornos psiquiátricos que afetam crianças e adolescentes é essencial.
TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade

Um dos transtornos mais comuns da infância. Afeta a capacidade de concentração, o controle da impulsividade e o nível de atividade. Crianças e adolescentes com TDAH podem:
- Ser muito inquietas
- Ter dificuldade para terminar tarefas
- Esquecer compromissos
- Interromper conversas com frequência
O tratamento envolve abordagem multidisciplinar: medicamentos, psicoterapia, apoio escolar e treinamento parental.
Aprenda mais sobre o TDAH em uma aula que dei sobre o assunto:
https://www.youtube.com/watch?v=vHgK9ZVadH8&t=139s
Transtorno do Espectro Autista (TEA)

O autismo afeta a comunicação, a interação social e o comportamento. Os sinais geralmente aparecem antes dos 3 anos de idade. Entre os sintomas mais comuns estão:
- Dificuldade em manter contato visual
- Padrões repetitivos de comportamento (como girar objetos ou bater as mãos)
- Resistência a mudanças de rotina
- Pouco interesse em brincar com outras crianças
Cada criança com autismo é única — o diagnóstico e o tratamento precisam ser individualizados.
Transtorno Opositivo Desafiador (TOD)
Caracteriza-se por um padrão persistente de comportamento desafiador, desobediente e hostil. A criança ou adolescente:
- Recusa seguir regras
- Fica irritado com facilidade
- Provoca ou desafia figuras de autoridade com frequência
O tratamento envolve orientação familiar, intervenções comportamentais e, em alguns casos, uso de medicação.
Transtorno Disruptivo da Desregulação do Humor (TDDH)

Menos conhecido, mas importante. É marcado por irritabilidade crônica e explosões de raiva desproporcionais. Costuma ser confundido com o transtorno bipolar, mas tem características próprias.
A criança com TDDH pode:
- Ter crises de raiva frequentes e intensas
- Permanecer irritada a maior parte do tempo
- Ter prejuízos no convívio escolar e familiar
A terapia e o manejo familiar adequado são pilares do tratamento.
Transtornos de Ansiedade
A ansiedade pode se manifestar de várias formas, como:
- Medo de ficar longe dos pais (ansiedade de separação)
- Medo excessivo de situações sociais (fobia social)
- Medos generalizados e preocupações constantes (TAG – transtorno de ansiedade generalizada)
Esses transtornos psiquiátricos causam grande sofrimento e podem ser confundidos com timidez ou insegurança passageira.
Depressão na infância e adolescência

Nem toda tristeza é depressão. Mas quando a criança ou adolescente:
- Perde o interesse por atividades que antes gostava
- Fica isolado
- Demonstra queda no rendimento escolar
- Apresenta alterações de sono e apetite
É preciso investigar. A depressão nessa fase pode se manifestar com mais irritabilidade do que tristeza aparente.
Transtornos Específicos da Aprendizagem

Esses transtornos afetam habilidades básicas como leitura (dislexia), escrita (disgrafia) ou matemática (discalculia), apesar de a criança ter inteligência preservada. Não são causados por falta de esforço ou má educação.
É fundamental o diagnóstico precoce e um plano de intervenção individualizado, que envolva adaptações escolares, apoio psicopedagógico e, quando necessário, acompanhamento psiquiátrico.
Outros transtornos importantes
Além dos já citados, o psiquiatra também acompanha casos de:
- Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC)
- Transtornos alimentares (como anorexia e bulimia)
- Transtorno de conduta (comportamentos agressivos e violação de normas)
- Ideação suicida e automutilação
Esses quadros exigem atenção urgente e acompanhamento especializado.
8-Como os pais podem lidar com seu próprio sofrimento?
Ver um filho com sofrimento emocional é uma das experiências mais difíceis para qualquer mãe ou pai. A sensação de impotência, as dúvidas sobre o que fazer e o medo de errar são comuns. É importante lembrar que você não está sozinho.
Buscar ajuda especializada é um ato de coragem e cuidado. Ao procurar um psiquiatra infantil, os pais ganham um espaço seguro para entender o que está acontecendo, aprender a lidar com os sintomas e se sentirem mais preparados para apoiar seus filhos.
Dicas importantes:
- Evite a autocrítica exagerada: o problema não é culpa sua.
- Valorize os pequenos avanços do seu filho.
- Mantenha o diálogo aberto e acolhedor.
- Cuide também da sua saúde emocional.
Famílias fortalecidas favorecem a recuperação e o desenvolvimento das crianças.

Conclusão
O acompanhamento com um psiquiatra na infância e adolescência pode transformar a vida de crianças, adolescentes e famílias. Longe de ser um tabu, buscar ajuda especializada é um ato de amor, responsabilidade e coragem.
Se você tem dúvidas sobre o comportamento ou desenvolvimento do seu filho, não hesite em procurar um profissional. Quanto antes o cuidado começa, maiores são as chances de garantir uma infância mais leve e um futuro mais promissor.
Dr. William Alves
Médico Psiquiatra CRMMG 80.238/RQE 65.644 – Hospital das Clínicas das UFMG
Mestrando em Neurociências UFMG
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Leia também:
https://www.paho.org/pt/topicos/saude-mental-dos-adolescentes